Após refletir e analisar, cheguei a conclusão da necessidade da criação de dois posts, onde o primeiro é a introdução do contexto e caráter benevolente da ética, e o segundo, o auto-questionamento da moral, em busca da objetividade ética, em saber julgar o certo/errado, proposto não por si próprios, mas inerentes ao contexto.
O primeiro: A linha tênue entre a caracterização da inocência, versus a consciência ética baseada no respeito.
Entendo por ética algo inerente à nossa existência, e essencial à sobrevivência em grupo. Entendo que ética pode ser sistematizada, se, e só se, for fundamentada no respeito mútuo.
Entendo e tenho essa opinião pois, por cada dia que passo, vejo novas vertentes de éticas que surgem. Cada uma com seu gosto, cada uma baseada em algum conceito qualquer, cada uma que oferece a melhor solução pro seu maior problema.
Sobre ética há diversos fundamentos nos quais você pode se apoiar, da mesma forma com que você pode escolher a marca de sabonete que lhe ofereça um melhor custo/benefício, na prateleira do supermercado.
Gostaria de relacionar a ética com religião, pois vejo que é justo aplicá-la desta forma, visto que por pragmatismo, nossos conceitos de bem/mal, certo/errado, são única e exclusivamente heranças do século XI, e toda aquela história de catolicismo/inquisição, onde, por empirismo foi-se estabelecendo o nosso mundo de certos e errados, bonitos e feios.
Com a demasiada oferta de $religiões$, começa-se a borrar o real significa do respeito mútuo, e do conceito que somos, por essência, idênticos, e tão capazes quanto.
Creio que analisar ética sobre essa ótica, desperta o interesse por uma visão mais singular e individualista do mundo, onde uma análise justa possa ser feita, e uma opinião única possa ser caracterizada.
A criação dessa identidade deixa claro o quanto o indivíduo se importa, se preocupa, e o quão grave ele identifica o julgamento em vão, ou mesmo, o julgamento parcial. Afinal, este sabe, e tem ceteza, que o julgamento parcial nada mais é do que o fomento e combustível pra alimentar a hipocrisia social, e ajudar na manutenção da máquina da aparência, que sustenta o imediatismo e o capitalismo (voi lá, big brother brasil).
Em paralelo a essa visão, ao meu ver, completa e sustentável, tem-se a inocência do julgamento, a inocência do achismo, e inquietude perante ao mundo que gira ao contrário (e faz tempo!).
O mundo gira ao contrário não pela inocência em não saber quais são as regras que o faz girar ao contrário, mas sim, perante o absurdo do capítulo da novela perdido, onde ensinou-se que para ser completo, feliz, e satisfeito, deve-se enchergar riqueza, benevolência, e uso eficiente das pessoas em busca da realização própria.
Há diversas e diversas maneiras em condicionar a sua realidade de forma a promovê-la. Dentre essas diversas maneiras, algumas são nobres e outras não. As que não são nobres oferecem o caminho mais curto, e os menores benefícios, em troca de um esfoço mínimo. E o fato desse ser o caminho mais requisitado, é que faz com que o mudo gire ao contrário!
Um curto espaço de tempo pra reflexão (vulgo 5 minutinhos) já resolveria o problema da não sustentabilidade, mas, a cada dia, tem me parecido mais que as pessoas tem preguiça de pensar nas próprias ações. Elas são simplesmente adestradas a fazer e repetir o que vêem na televisão, e simplesmente não se preocupam com isso.
Creio que uma análise sobre si mesmo, em busca do respeito próprio e o respeito mútuo, nos faria pessoas mais elevadas, em busca de um ideal comum, afinal, não há outro motivo para uma vida tão sem sentido quanto a nossa.