11.2.08

14.1.08

O segundo: Por Sócrates, conhece-te a ti mesmo.

Continuando o post anterior, exponho a opinião da importância do conhecimento profundo de si mesmo, para o entendimento do próximo.

O segundo: Por Sócrates, conhece-te a ti mesmo.

O conhece-te a ti mesmo não nos diz únicamente para nos conscientizar da nossa desgraça/riqueza, ou mesmo, para nos situar diante do nosso próprio contexto. Nos diz muito além.

Ao meu ver, o conhece-te a ti mesmo respeita e se fundamenta na condição de que somos concebidos todos iguais, e postos sobre a mesma mesa de possibilidades e capacidades. Acredito que nossas capacidades surgem unica e exclusivamente do esfoço próprio, em busca de um objetivo fixo e definido. A predisposição para algo surge a partir do conhecimento sobre o algo. Temos a péssima mania de inicialmente não gostar daquilo que não conhecemos.

Baseado na condição de igualdade em todos os sentidos, o julgamento alheio é pura e exclusivamente fundamentado na nossa própria desgraça, afinal, o quanto menos nos conhecemos, mais achamos que estamos no direito de merecer julgar e assumir posições em relação aos fatos.

Julgar é a péssima mania de se colocar acima do bem e do mal, onde na verdade, é puramente iludir-se e privar-se da verdade, colocando-se à frente somente naquilo que nos convém.

Sócrates estava inconformado em ouvir dizer que era o mais sábio de todos, e por isso, teve tal percepção. Não estava errado, porém, estava aquém de perceber o quanto isso se faz importante hoje.

Vivemos um mundo de verdades alheias, conceitos que são transversais ao tempo, e nos atingem de maneira direta. Vivemos num tempo em que não pensamos o que é certo ou errado, o que convém ou o que não convém, o que é nossa verdade ou o que é verdade de outras pessoas. O mais terrível: vivemos num tempo em que o que é certo e o que é errado, é justamente e somente, o que a maioria faz, e o que a maioria vê com bons olhos.

Prefiro basear-me na minha ética, na minha maneira de ver o mundo, e na minha maneira de enchergar coisas certas/erradas do que simplesmente aceitar verdades que perduram de forma não justificável e não plausível, num tempo que não existe mais, com pessoas que não são mais as mesmas.

Vejo que, dado que somos essêncialmente iguais, a ética verdadeira e sustentável é sem dúvida, a ética baseada nos padrões e alicerces do respeito mútuo e da riqueza da diversidade na linha mais tênue que separa o egoísmo e da perseverança.

Não é preciso estar no mesmo barco que milhões, pra ser tão ético quanto, mesmo que é simples ser muito mais ético do que a maioria diz ser, afinal, a maioria é a maioria, e pensa como a maioria. Ser único, nesse aspécto, é ser único, e pensar única e exclusivamente nas consequências dos próprios atos, o que impões uma singularidade muito mais rica.

Dessa forma, quando pensar em merecer ou desmerecer o alheio, pense que você não foge a regra de ser tão medíocre quanto, afinal, da terra saímos, e pra terra voltaremos. O que importa mesmo, é o quão significativo foi pro bem coletivo a sua existência.

Um abraço.

13.1.08

O primeiro: A linha tênue entre a caracterização da inocência, versus a consciência ética baseada no respeito.

Após refletir e analisar, cheguei a conclusão da necessidade da criação de dois posts, onde o primeiro é a introdução do contexto e caráter benevolente da ética, e o segundo, o auto-questionamento da moral, em busca da objetividade ética, em saber julgar o certo/errado, proposto não por si próprios, mas inerentes ao contexto.


O primeiro: A linha tênue entre a caracterização da inocência, versus a consciência ética baseada no respeito.


Entendo por ética algo inerente à nossa existência, e essencial à sobrevivência em grupo. Entendo que ética pode ser sistematizada, se, e só se, for fundamentada no respeito mútuo.

Entendo e tenho essa opinião pois, por cada dia que passo, vejo novas vertentes de éticas que surgem. Cada uma com seu gosto, cada uma baseada em algum conceito qualquer, cada uma que oferece a melhor solução pro seu maior problema.

Sobre ética há diversos fundamentos nos quais você pode se apoiar, da mesma forma com que você pode escolher a marca de sabonete que lhe ofereça um melhor custo/benefício, na prateleira do supermercado.

Gostaria de relacionar a ética com religião, pois vejo que é justo aplicá-la desta forma, visto que por pragmatismo, nossos conceitos de bem/mal, certo/errado, são única e exclusivamente heranças do século XI, e toda aquela história de catolicismo/inquisição, onde, por empirismo foi-se estabelecendo o nosso mundo de certos e errados, bonitos e feios.

Com a demasiada oferta de $religiões$, começa-se a borrar o real significa do respeito mútuo, e do conceito que somos, por essência, idênticos, e tão capazes quanto.

Creio que analisar ética sobre essa ótica, desperta o interesse por uma visão mais singular e individualista do mundo, onde uma análise justa possa ser feita, e uma opinião única possa ser caracterizada.

A criação dessa identidade deixa claro o quanto o indivíduo se importa, se preocupa, e o quão grave ele identifica o julgamento em vão, ou mesmo, o julgamento parcial. Afinal, este sabe, e tem ceteza, que o julgamento parcial nada mais é do que o fomento e combustível pra alimentar a hipocrisia social, e ajudar na manutenção da máquina da aparência, que sustenta o imediatismo e o capitalismo (voi lá, big brother brasil).

Em paralelo a essa visão, ao meu ver, completa e sustentável, tem-se a inocência do julgamento, a inocência do achismo, e inquietude perante ao mundo que gira ao contrário (e faz tempo!).

O mundo gira ao contrário não pela inocência em não saber quais são as regras que o faz girar ao contrário, mas sim, perante o absurdo do capítulo da novela perdido, onde ensinou-se que para ser completo, feliz, e satisfeito, deve-se enchergar riqueza, benevolência, e uso eficiente das pessoas em busca da realização própria.

Há diversas e diversas maneiras em condicionar a sua realidade de forma a promovê-la. Dentre essas diversas maneiras, algumas são nobres e outras não. As que não são nobres oferecem o caminho mais curto, e os menores benefícios, em troca de um esfoço mínimo. E o fato desse ser o caminho mais requisitado, é que faz com que o mudo gire ao contrário!

Um curto espaço de tempo pra reflexão (vulgo 5 minutinhos) já resolveria o problema da não sustentabilidade, mas, a cada dia, tem me parecido mais que as pessoas tem preguiça de pensar nas próprias ações. Elas são simplesmente adestradas a fazer e repetir o que vêem na televisão, e simplesmente não se preocupam com isso.

Creio que uma análise sobre si mesmo, em busca do respeito próprio e o respeito mútuo, nos faria pessoas mais elevadas, em busca de um ideal comum, afinal, não há outro motivo para uma vida tão sem sentido quanto a nossa.

16.12.07

Sobre o "relato de um homem"

São questões de escolhas, objetivos, e felicidade. Coisa de gente que não pensa, e age por instinto.

Quando você tem um objetivo definido, e um conceito estabelecido do que é felicidade e harmonia, sabe pra onde tem que ir, e o que deve fazer.

Algumas pessoas acabam preenchendo vazio com vazio, na busca insana pela felicidade que nunca chega. Agir por instinto, e ir até onde conseguir sem se preocupar com o reflexo.

Animais irracionais o fazem. Já viu um cachorro no cio? é basicamente isso. Se é isso que você julga bacana e legal, vai em frente, se não, assuma isso como algo inaceitável.

Por que, definitivamente, existem pessoas no mundo que acham que tá tudo errado, e o mundo tá girando ao contrário..

É melhor clicar na figura pra conseguir ler direito, a não ser que vc seja um highlander. :)

11.12.07

Nhãm!


O comportamento é definido da esquerda pra direita, e nem sempre necessariamente nessa ordem.

ps.: Valeu Danilão pela foto.