14.1.08

O segundo: Por Sócrates, conhece-te a ti mesmo.

Continuando o post anterior, exponho a opinião da importância do conhecimento profundo de si mesmo, para o entendimento do próximo.

O segundo: Por Sócrates, conhece-te a ti mesmo.

O conhece-te a ti mesmo não nos diz únicamente para nos conscientizar da nossa desgraça/riqueza, ou mesmo, para nos situar diante do nosso próprio contexto. Nos diz muito além.

Ao meu ver, o conhece-te a ti mesmo respeita e se fundamenta na condição de que somos concebidos todos iguais, e postos sobre a mesma mesa de possibilidades e capacidades. Acredito que nossas capacidades surgem unica e exclusivamente do esfoço próprio, em busca de um objetivo fixo e definido. A predisposição para algo surge a partir do conhecimento sobre o algo. Temos a péssima mania de inicialmente não gostar daquilo que não conhecemos.

Baseado na condição de igualdade em todos os sentidos, o julgamento alheio é pura e exclusivamente fundamentado na nossa própria desgraça, afinal, o quanto menos nos conhecemos, mais achamos que estamos no direito de merecer julgar e assumir posições em relação aos fatos.

Julgar é a péssima mania de se colocar acima do bem e do mal, onde na verdade, é puramente iludir-se e privar-se da verdade, colocando-se à frente somente naquilo que nos convém.

Sócrates estava inconformado em ouvir dizer que era o mais sábio de todos, e por isso, teve tal percepção. Não estava errado, porém, estava aquém de perceber o quanto isso se faz importante hoje.

Vivemos um mundo de verdades alheias, conceitos que são transversais ao tempo, e nos atingem de maneira direta. Vivemos num tempo em que não pensamos o que é certo ou errado, o que convém ou o que não convém, o que é nossa verdade ou o que é verdade de outras pessoas. O mais terrível: vivemos num tempo em que o que é certo e o que é errado, é justamente e somente, o que a maioria faz, e o que a maioria vê com bons olhos.

Prefiro basear-me na minha ética, na minha maneira de ver o mundo, e na minha maneira de enchergar coisas certas/erradas do que simplesmente aceitar verdades que perduram de forma não justificável e não plausível, num tempo que não existe mais, com pessoas que não são mais as mesmas.

Vejo que, dado que somos essêncialmente iguais, a ética verdadeira e sustentável é sem dúvida, a ética baseada nos padrões e alicerces do respeito mútuo e da riqueza da diversidade na linha mais tênue que separa o egoísmo e da perseverança.

Não é preciso estar no mesmo barco que milhões, pra ser tão ético quanto, mesmo que é simples ser muito mais ético do que a maioria diz ser, afinal, a maioria é a maioria, e pensa como a maioria. Ser único, nesse aspécto, é ser único, e pensar única e exclusivamente nas consequências dos próprios atos, o que impões uma singularidade muito mais rica.

Dessa forma, quando pensar em merecer ou desmerecer o alheio, pense que você não foge a regra de ser tão medíocre quanto, afinal, da terra saímos, e pra terra voltaremos. O que importa mesmo, é o quão significativo foi pro bem coletivo a sua existência.

Um abraço.

2 comentários:

César disse...

É...acho que você ficou mto chapado esse fds!!! eheheh
Mas concordo.
Abraços

Anônimo disse...

"Berço e túmulo são simples marcos de uma condição para outra."
Somos responsáveis por nossa tragédia e por nossa glória.