Cadê os Nietzsches do nosso tempo?
Escrevo motivado pela falta de ídolos em nosso tempo. Não se tem mais à quem seguir, em quem se fundamentar, em quem se espelhar. O imediatismo exorbitante do capitalismo atinge tão profundamente a capacidade de dicernimento da massa geral, que ofusca a capacidade da auto-inquirição, de forma a colocar no esquecimento toda retórica voltada ao cerne da consciência.
Que bom que tendências não surgem das massas, e sim, o contrário, mas ainda assim, faltam aqueles a quem se deva veneração, não nos tempos que já se foram, mas no nosso tempo.
Sem dúvida, daqui uns 50, 60 anos, simbolos surgirão como ícones do nosso tempo, afinal, o reconhecimento vem com os reflexos da ação, no tempo. Porém, o impacto do questionamento não tem se mostrado tão eficaz como em épocas passadas.
A receita básica de se mostrar avesso aos conceitos temporâneos não tem feito mais tanto efeito. Ou faz, e sua repercursão não é a mesma, afinal o conhecimento, hoje, tem sido muito barato e acessível.
Talvez não seja esse o caminho pra se tornar um desses ídolos. Talvez o caminho seja um outro, inexplorado, afinal, não há aquele que se tenha destacado através desse, então, ele espera por alguém que o faça.
Ou então, talvez nem seja mais frutivo existirem ícones, afinal, não há quem os siga. A conformidade e o imediatismo tem sido tão monstruosos, de uma maneira geral, que não há mais tempo em se espelhar na vida alheia, procurar a resposta nesta, ou lutar por uma causa nobre. Só há tempo escasso pra fugir da própria miséria, alçando com muito esforço, objetivos não tão audaciosos.
Agora para os que conseguem dar a volta por cima, e para os que conseguem abstrair tal mundo tão medíocre, a grandiosidade espera, de braços abertos.
Segundo o grannnnde filósofo César, "física quântica, meu caro, lembre-se disso".
Que bom que tendências não surgem das massas, e sim, o contrário, mas ainda assim, faltam aqueles a quem se deva veneração, não nos tempos que já se foram, mas no nosso tempo.
Sem dúvida, daqui uns 50, 60 anos, simbolos surgirão como ícones do nosso tempo, afinal, o reconhecimento vem com os reflexos da ação, no tempo. Porém, o impacto do questionamento não tem se mostrado tão eficaz como em épocas passadas.
A receita básica de se mostrar avesso aos conceitos temporâneos não tem feito mais tanto efeito. Ou faz, e sua repercursão não é a mesma, afinal o conhecimento, hoje, tem sido muito barato e acessível.
Talvez não seja esse o caminho pra se tornar um desses ídolos. Talvez o caminho seja um outro, inexplorado, afinal, não há aquele que se tenha destacado através desse, então, ele espera por alguém que o faça.
Ou então, talvez nem seja mais frutivo existirem ícones, afinal, não há quem os siga. A conformidade e o imediatismo tem sido tão monstruosos, de uma maneira geral, que não há mais tempo em se espelhar na vida alheia, procurar a resposta nesta, ou lutar por uma causa nobre. Só há tempo escasso pra fugir da própria miséria, alçando com muito esforço, objetivos não tão audaciosos.
Agora para os que conseguem dar a volta por cima, e para os que conseguem abstrair tal mundo tão medíocre, a grandiosidade espera, de braços abertos.
Segundo o grannnnde filósofo César, "física quântica, meu caro, lembre-se disso".

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