Riquezas.
O raciocínio é simples. Pra comparar, é necessário patamares e igualdades. Se não, é baixaria.
Você compara duas cores parecidas, dois pães de padarias diferentes, duas festas do mesmo tipo. Você compara fatos que se assemelham, idéias que convegem em um ponto em comum.
Agora lhe pergunto: Como comparar pessoas?
Comparar pessoas é como comparar cores diferentes, gostos diferentes. Fatos que não se relacionam.
Cada um tem seu jeito de ser, seu jeito de interpretar, seu jeito de sentir. Cada um tem seu mundo interior. Cada um tem seus "maiores problemas do mundo".
Mas aí você me pergunta: Se são tão diferentes, como então, selecionar?
Simples. Muito simples.
Gosto, jeito, afeição, exposição, todos tem. Todos. Uns mais, outros menos, mas todos. Porém, todas essas percepções são sempre consequências, e não causas. São frutos do nosso interior. São maneiras de demostrar algo, de expor-se. Seu jeito é moldado pela sua essência, e essa, sim, é a fonte, o cerne.
É a partir desse critério que se torna menos injusto a análise.
Colocando como patamar a essência, todas as outras incidências, como por exemplo, a cultura, se tornam adendos que podem ser benéficos ou não à nossa essência. Essa separação da análise em camadas é a única maneira de enxergar um todo, afim de não ser injusto.
É um senso comum que ter cultura é sinonimo de sabedoria. Não, muito pelo contrário. Sabedoria é o quanto você se faz melhor, a partir do seu conteúdo. O quanto você converge ele pra elevar-se em si.
São fatores como esse que tornam possível o reconhecimento da nobreza da alma.
Você consegue separar o joio do trigo analisando aquilo que consegue ser a diferença num meio onde tudo parece ser comum. Viajar o exterior? Saber sobre filosofos? Literatura? Conhecer o Brasil? Isso tudo é conhecimento que se adquire, de uma forma ou de outra, porém, somente o quanto isso molda a sua essência, e o quanto isso é benéfico à você, dado que você se permite a isso, então é riqueza. Riqueza em bem próprio, não critério de medição de mediocridade.
Posto todas essas definições e conceitos, eu digo que é injusto a comparação entre pessoas. Injustíssimo. Acredito que o máximo que lhe é permitido é selecionar quem faz e quem não faz parte do seu círculo social. E só.
Frases como:
"Você é igualzinho fulano".
"Ah, se fosse eu, faria tudo diferente".
"Você é tão implicante que nem não-sei-quem".
"Eu vejo ciclano nas coisas que você tá dizendo".
"Ah, como eu queria que você fosse igual beltrano".
"Por que ciclano faz, e você? não faz por que?".
Tá vendo?
Essa tal de análise mediocre, de forma a não reconhecer a diversidade das pessoas, e amadurecer a idéia de que cada um é cada um, e nem sempre as suas prioridades e expectativas baterão com as das outras pessoas, é foda. O egoísmo é tão latente que bate à sua porta. A qualquer hora. É questão de herança.
Do mesmo jeito que é mais fácil sentar e reclamar da vida, ao invés de olhar pra frente, botar a cabeça pra cima e lutar pra escolher a vida que você vive, e parar de viver na inércia, é mais fácil esperar dos outros a mesma coisa que esperamos de nós mesmos. É mais fácil não reconhecer que a diferença de objetivos ou de perspectivas é latente e deve ser considerada.
Como diria Ana Carolina, é isso aí.
A riqueza da diversidade é um tesouro pra poucos. Bem-vindo ao clube.
Um abraço.
Você compara duas cores parecidas, dois pães de padarias diferentes, duas festas do mesmo tipo. Você compara fatos que se assemelham, idéias que convegem em um ponto em comum.
Agora lhe pergunto: Como comparar pessoas?
Comparar pessoas é como comparar cores diferentes, gostos diferentes. Fatos que não se relacionam.
Cada um tem seu jeito de ser, seu jeito de interpretar, seu jeito de sentir. Cada um tem seu mundo interior. Cada um tem seus "maiores problemas do mundo".
Mas aí você me pergunta: Se são tão diferentes, como então, selecionar?
Simples. Muito simples.
Gosto, jeito, afeição, exposição, todos tem. Todos. Uns mais, outros menos, mas todos. Porém, todas essas percepções são sempre consequências, e não causas. São frutos do nosso interior. São maneiras de demostrar algo, de expor-se. Seu jeito é moldado pela sua essência, e essa, sim, é a fonte, o cerne.
É a partir desse critério que se torna menos injusto a análise.
Colocando como patamar a essência, todas as outras incidências, como por exemplo, a cultura, se tornam adendos que podem ser benéficos ou não à nossa essência. Essa separação da análise em camadas é a única maneira de enxergar um todo, afim de não ser injusto.
É um senso comum que ter cultura é sinonimo de sabedoria. Não, muito pelo contrário. Sabedoria é o quanto você se faz melhor, a partir do seu conteúdo. O quanto você converge ele pra elevar-se em si.
São fatores como esse que tornam possível o reconhecimento da nobreza da alma.
Você consegue separar o joio do trigo analisando aquilo que consegue ser a diferença num meio onde tudo parece ser comum. Viajar o exterior? Saber sobre filosofos? Literatura? Conhecer o Brasil? Isso tudo é conhecimento que se adquire, de uma forma ou de outra, porém, somente o quanto isso molda a sua essência, e o quanto isso é benéfico à você, dado que você se permite a isso, então é riqueza. Riqueza em bem próprio, não critério de medição de mediocridade.
Posto todas essas definições e conceitos, eu digo que é injusto a comparação entre pessoas. Injustíssimo. Acredito que o máximo que lhe é permitido é selecionar quem faz e quem não faz parte do seu círculo social. E só.
Frases como:
"Você é igualzinho fulano".
"Ah, se fosse eu, faria tudo diferente".
"Você é tão implicante que nem não-sei-quem".
"Eu vejo ciclano nas coisas que você tá dizendo".
"Ah, como eu queria que você fosse igual beltrano".
"Por que ciclano faz, e você? não faz por que?".
Tá vendo?
Essa tal de análise mediocre, de forma a não reconhecer a diversidade das pessoas, e amadurecer a idéia de que cada um é cada um, e nem sempre as suas prioridades e expectativas baterão com as das outras pessoas, é foda. O egoísmo é tão latente que bate à sua porta. A qualquer hora. É questão de herança.
Do mesmo jeito que é mais fácil sentar e reclamar da vida, ao invés de olhar pra frente, botar a cabeça pra cima e lutar pra escolher a vida que você vive, e parar de viver na inércia, é mais fácil esperar dos outros a mesma coisa que esperamos de nós mesmos. É mais fácil não reconhecer que a diferença de objetivos ou de perspectivas é latente e deve ser considerada.
Como diria Ana Carolina, é isso aí.
A riqueza da diversidade é um tesouro pra poucos. Bem-vindo ao clube.
Um abraço.

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